terça-feira, 14 de abril de 2015

A Arte da Resiliência - como dar a "volta por cima"


 
Há alguns anos o termo resiliência tornou-se mais presente em conversas e sites de auto ajuda. Mas o que realmente é resiliência e como desenvolver mais essa qualidade tão importante, especialmente numa época de tantos desafios?
 

Resiliência pode ser definida como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc., sem entrar em surto psicológico. Portanto, não é a ausência de afetação e de sofrimento, e sim a capacidade de lidar as com adversidades.
 

A primeira questão é: trata-se de uma característica nata ou pode ser aprendida? A resposta é afirmativa para ambas as perguntas. Os principais fatores que compõe a resiliência são:
 
  • Controle de Impulsos: não se deixar levar impulsivamente por uma emoção;
  • Otimismo: Firme pensamento/crença de que as coisas podem e vão melhorar. Esperança e convicção na capacidade de controlar o seu destino;
  • Ambiente: é a capacidade de identificar as causas dos problemas, permitindo que a pessoa se coloque num lugar seguro. Saber identificar quando é hora de falar e quando é hora de calar;
  • Empatia: é a capacidade de compreender os estados psicológicos dos outros (as emoções e sentimentos) e saber como agir com as pessoas ao seu redor;
  • Auto Eficácia: baseia-se na crença de que você consegue resolver seus problemas;
  • Alcançar Pessoas: é a capacidade de se vincular sem receios e sem medo. É a capacidade de se entrosar e construir redes de apoio.
 
Há muito tempo a ciência vem observando certas pessoas, que têm a capacidade de superar as piores situações, e compara com outras que ficam infelizes, e angustiadas.
 

Se você nota que facilmente se abate diante dos problemas mais complexos, confira a seguir sete passos que podem auxiliar no desenvolvimento desta habilidade e torná-lo uma pessoa mais feliz e completa consigo mesmo:

 
Disciplina: A questão não é a realidade em si, mas sim a forma como reagimos a essa realidade. O problema não são as coisas que te acontecem, o problema é o que você faz com as coisas que te acontecem.
 
Certas situações são inevitáveis mas a maneira como você reage a elas é que vai definir o seu sucesso.


Autoconfiança: Essa é a maior característica do comportamento resiliente. A superação só acontece quando antes de tudo, você acredita em seu potencial e na sua capacidade de agir positivamente;

 
Capacidade de enfrentamento de uma pessoa: em todas às situações adversas que passamos, podemos compreendê-las de duas formas: A primeira diz respeito a uma interpretação mais negativa dos fatos, ou seja, entendemos que coisas ruins que acontecem a nós estão fora de nosso raio de ação, pois não temos a menor responsabilidade a respeito de sua ocorrência. Nesta posição, como não temos controle pelo acontecido, não exibimos nenhuma atitude de mudança. E, assim, assumimos uma postura de vítima das circunstâncias da vida.

 
A segunda possibilidade diz respeito a uma interpretação mais ativa dos fatos, ou seja, podemos assumir que parte dos problemas e das dificuldades que vivemos dizem única e exclusivamente respeito a nossa forma de agir no mundo, e portanto, entendemos que possuímos alguma responsabilidade sobre o fato.
 

Assim, quando eu me vejo parte integrante do problema e pelo que acontece a minha volta, recupero a possibilidade de mudar as coisas que não me fazem bem. Aqui, exatamente, encontra-se um dos maiores dilemas humanos. Embora muitas pessoas desejem ativamente mudar as situações de sua vida, dificilmente querem se automodificar. Mudar então é apenas um desejo.

 
Nesse sentido, nossa atitude mental frente às adversidades é uma das primeiras lições para construir uma boa resiliência psicológica, pois nos possibilita uma postura mais ativa: a de nos tornamos responsáveis pelo que nos acontece. Um bom exemplo deste posicionamento pode ser compreendido através de um antigo ditado que diz: “não importa o que fizeram conosco, mas sim o que fazemos com aquilo que fizeram de nós”.

 
E você leitor, em qual posição mais se situa? A de vítima ou a de responsável pela sua vida? Se optar por entender sua realidade dentro de uma maneira mais ativa e, principalmente sob seu controle, é provável que sua resiliência seja aumentada de maneira expressiva. Pode não ser muito usual, mas tente praticar este pensamento.

 
Se você perceber alterações de humor, de disposição para suas atividades, aumento de tensão e diminuição da alegria de viver, você precisa refletir para verificar o que deve ser feito para mudar esse estado. E já adianto que não vai ser na farmácia mais próxima que você vai comprar uma vida mais bacana. É preciso conquistar, com esforço, a alegria de viver e as lições estão dentro de você.

 
Uma história que ilustra bem o que quero dizer é a do psicólogo existencialista Viktor Frankl. Prisioneiro dos campos de concentração, ele teve a oportunidade de observar as mais diversas reações dos prisioneiros frente às atrocidades cometidas pelos nazistas. Em seus relatos, descreve que muitas pessoas em certo ponto não mais conseguiam tolerar o sofrimento e assim deliberadamente desistiam de viver. Faziam isso se jogando contra as cercas eletrificadas, deixando de se alimentar ou, finalmente, se atirando contra os militares e seus cachorros. Em suas notas, descreveu que aquelas que mais suportavam a dor de uma prisão (e que sobreviveram) eram aquelas que desenvolviam um sentido de vida como, por exemplo, guardar comida para um prisioneiro mais fragilizado ou mobilizar-se para conseguir medicações para algum outro mais necessitado. Tais ações, segundo ele, traziam de volta a dignidade humana, pois abasteciam as pessoas com força e determinismo pessoal.

 
“O sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior”, dizia Frankl. Desta forma, se desenvolvermos projetos que tragam um sentido a nossa existência, nos tornaremos mais resilientes frente às adversidades da vida. Quando eu tenho um projeto maior para me apoiar, entendo que os problemas são apenas obstáculos a serem superados, pois persigo algo muito maior.

 
E você leitor, tem algum projeto pessoal maior de vida? O que realmente você espera de sua existência? Veja que não vale desejar ficar rico, pois sabemos que isso por si só não traz dignidade a ninguém. Ter um projeto maior é possuir uma causa que lhe traga sentido. Algo que nos faça sair da cama todos os dias e que seguramente poderá trazer-lhe de quebra mais resiliência.
 

Lembre-se que na vida, sempre temos escolhas, caminhos para o percurso tão belo. Sempre. Escolher se você será o problema ou solução, depende apenas de você mesmo. Não é uma escolha fácil, mas é possível. Os problemas estão para a vida como os exercícios para os músculos: a escolha entre ser feliz e não se abater diante das dificuldades ou ficar largado no sofá chorando cada vez que algo chato ou grave acontece só depende de você.

 

sexta-feira, 27 de março de 2015

A IMPORTÂNCIA DAS CORES NA SUA IMAGEM

Em todos os aspectos da nossa vida, as cores possuem diversos efeitos e nos transmitem sensações, e na nossa imagem pessoal, a cor é o elemento que causa o primeiro impacto visual.

Com certeza você já ouviu alguém dizer: “Você fica tão bem com essa cor”, e normalmente isso se repete quando você usa a mesma roupa. Acontece também de comprar uma blusa linda, mas toda vez que você tenta usar, acaba desistindo sem mesmo saber por quê. Isso acontece porque as cores são as corretas ou as erradas para você.

Através da Análise de Coloração Pessoal, é possível determinar as tonalidades que mais valorizam a pessoa, sendo válidas para a escolha tanto de roupas, como de maquiagens e acessórios. Cada pessoa tem uma gama de cores pertencente a uma estação do ano que lhe favorece, pois acompanham as suas próprias tonalidades, não chamando mais atenção que o seu rosto.

As cores certas tem um efeito incrível no nosso rosto: pele com aspecto saudável, descansada e rejuvenescida, suaviza a textura e marcas de expressão, reduz olheiras, rosto corado e iluminado, harmoniza os contornos, valoriza os traços e afina o rosto. Já as cores erradas têm um efeito negativo: pele cansada com aparência envelhecida e abatida, pele amarelada ou cinzenta, acentua marcas de expressão e olheiras, além de alargar o rosto.

Com os homens, o impacto das cores no visual é ainda maior, pois eles não têm os recursos de maquiagem para disfarçar as imperfeições. Até a barba parece mais bem feita e os cabelos mais bem cortados, conforme as cores que estão usando. 

Você sabia que as cores tinham tanto efeito na sua imagem? Que tal tentar usar um pouco mais de cor no seu dia-a-dia?

Luciana Lasalvia  - Consultora de Imagem Pessoal e Estilo  Estilo 360 Graus 

sexta-feira, 13 de março de 2015


O cérebro feliz

A meditação da atenção plena, conhecida como Mindfulness, envolve exercícios de concentração no próprio corpo, respiração ampla e consciente, sentar-se com a coluna ereta e observar a mente e o corpo de maneira neutra e calma. Sem nenhum julgamento, crítica e expectativa, o praticante mantêm uma prática constante de meditação diária, em média entre 30 a 40 minutos. Este tipo de meditação tem sido bastante divulgada, pois retira essa prática do contexto religioso e filosófico, e o insere na vida cotidiana de todos aqueles que buscam equilíbrio, calma, serenidade e saúde.       

Pesquisa realizada na Universidade de Massachusetts prova o efeito no cérebro e na saúde de praticantes. Os resultados são animadores, praticamente pode-se dizer que é possível ensinar como ser feliz. Um grupo de 16 participantes, com idade entre 25 a 50 anos, que nunca praticaram meditação antes, passaram pelo o mesmo processo. Imagens de ressonância magnética foram realizadas antes e depois do treinamento de meditação. Os resultados provam que a meditação alterou o cérebro dos participantes, estimulando regiões que envolvem aprendizado, regulação da emoção e auto percepção. Todos os participantes relataram o aumento do bem estar e de uma sensação de paz e tranquilidade. O doutor Britta Hölzel, que acompanhou de perto a pesquisa, relata: “É fascinante ver a plasticidade do cérebro e que, praticando a meditação, podemos desempenhar um papel ativo na mudança do cérebro que pode aumentar o nosso bem-estar e qualidade de vida”.

Você já praticou? Meditar é uma prática, assim como exercícios físicos. No início é mais difícil, pois assim como o músculo atrofia sem exercício, a capacidade de concentração focada também se reduz. Mas alguns minutos por dia vão estimulando a capacidade de se aquietar fisicamente e relaxar os pensamentos, livrando-se de todo o estresse, ansiedade e inquietação. Afinal, pesquisas já comprovam, quem medita tem um cérebro mais disposto a ser feliz.  

Se tiver interesse em aprender e praticar meditação, entre em contato pelo email@mariebize.com.br
Marie Bize- Psicóloga clínica

quinta-feira, 5 de março de 2015

QUALIDADE vs. QUANTIDADE

A gente sempre ouviu falar que qualidade é mais importante que quantidade, e isso também se aplica na hora de planejar o guarda-roupa. Vale a pena investir mais dinheiro em menos peças, mas que sejam de qualidade e durabilidade maior.
A roupa “abraça” a gente o dia todo, então tem que ser escolhida com carinho e cuidado para que esse abraço seja agradável ao longo do dia, e para acertar na hora das compras devemos ficar atentas nas seguintes características:
:::Tecido Dê preferência a peças que tem em sua composição maior quantidade de fibras naturais, como algodão, seda, linho e lã. A viscose (ou raiom), apesar de ser uma fibra artificial, é feita a partir da celulose e também é uma boa fibra. As fibras naturais são melhores, pois são mais confortáveis, tem aspecto mais refinado, respiram melhor, e são biodegradáveis.

:::Toque Se um tecido é suave ao toque, tem uma textura agradável, é sinal de que o material é de qualidade.
:::Acabamento Um acabamento limpo não tem fios soltos nem tecido desfiando, a costura não pode estar torta, as barras não podem estar retorcidas e os forros não podem aparecer do lado de fora. Observe também o interior da peça, se por dentro ela é bem feita significa que foi confeccionada com bastante cuidado.
:::Caimento Dedique alguns minutos no provador para conferir se a peça veste bem, se é confortável, se não impede os movimentos, se as costuras do ombro estão no lugar, se o decote valoriza o colo, se a gola está certinha no pescoço, se os bolsos da calça fazem muito volume, etc...
Roupa cara nem sempre significa roupa boa. Com essas dicas podemos avaliar se aquela peça de roupa realmente vale o preço que está na etiqueta. Uma roupa não precisa ter todas essas características para ser de boa qualidade, mas quanto mais delas tiver, melhor.
Nas próximas compras, fique atenta a essas dicas e tenha um guarda-roupa cheio de estilo e qualidade!



Luciana Lasalvia  - Consultora de Imagem Pessoal e Estilo - Estilo 360 Graus

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Câncer de Mama: Desmistificando o tabu através da informação

 
Assunto super atual e da mais alta importância para todas as mulheres, o câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, independentemente do nível de desenvolvimento do país.

Trata-se da maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo, com cerca de 520 mil mortes estimadas por ano. É a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, atrás somente do câncer de pulmão, e a maior causa de morte por câncer nos países em desenvolvimento. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima para 2015, que sejam diagnosticados 57.120 novos casos de câncer de mama no Brasil com um risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres.

Mas quais são as razões que estão por trás de um aumento tão expressivo do número de casos de câncer de mama nos últimos anos?

As motivações para o surgimento do câncer de mama ainda estão sendo analisadas e não existem estudos conclusivos, mas além do fator genético (cujo impacto é severo não apenas no surgimento deste tipo de câncer), algo que nos chama a atenção é o estilo de vida que as mulheres estão adotando na última década pode ser um fator quase que crucial no incremento desta estatística.

Fatores como a alimentação (cada vez mais contaminada por agentes estranhos, como agrotóxicos, transgênicos, etc.), o stress diário e a ingestão de hormônios (seja por meio da pílula anticoncepcional, no consumo de frango, sabidamente uma verdadeira “bomba” hormonal e até mesmo na aplicação de hormônios para tratamentos de fertilidade), parecem estar diretamente relacionados ao elevado número de casos de câncer de mama detectados nos últimos tempos.

Ainda hoje, a maior arma das mulheres na luta contra esse silencioso inimigo é a prevenção, através do autoexame, já que o câncer de mama (assim como os demais tipos de câncer) é uma doença silenciosa, que raramente apresenta sintomas perceptíveis.

 Mas e quando o pior nos acomete? E quando descobre-se que sim, você se tornou mais uma vítima do assombroso aumento de casos de câncer de mama? A primeira coisa que preciso te dizer é CALMA! A sensação é de que sua vida foi pausada, de que tudo está perdido ... mas isso é apenas o primeiro impacto.

Em primeiro lugar, é muito importante saber que o câncer de mama é proporcionalmente o que mais cresce, mas também aquele que apresenta as maiores chances de cura. Tudo depende do momento em que o diagnóstico é realizado.

Não existe um tratamento padrão, pois tudo vai depender do tipo de câncer detectado: carcinoma in situ(considerado não invasivo), ductal (mais comum), lobular, inflamatório (mais raro), dentre muitos outros, mas via de regra, a cirurgia, acompanhada de tratamento quimioterápico e/ou radioterápico, seguidos de hormônioterapia (normalmente de 5 a 10 anos, medicamento ministrado via oral e não causa efeitos colaterais) são os métodos mais eficazes para cura.

E como eu, que não sou médica, sei de tudo isso? Por experiência epidérmica!

Sim, a quimioterapia faz o cabelo cair, a radioterapia causa queimaduras e a cirurgia é bastante dolorida. Mas tudo isso é passageiro e depois de um tempo, o corpo humano se recupera totalmente. Aliás, o nosso corpo é realmente uma máquina perfeita, que apenas se defende contra as agressões externas e internas.

Além disso, o fator psicológico é fundamental: acreditar na sua cura, junto com muito carinho e apoio dos familiares e amigos próximos podem ser fatores decisivos na luta contra o câncer de mama.

Por isso, por favor, não negligenciem a visita anual a um mastologista, independentemente de sua idade (esse é o nome do profissional da área médica que cuida dos seios). Hoje em dia, não existe mais idade “certa” para prevenção.
 

Para mais informações consultem:
www.oncoguia.org.br
www.artedeviverbem.org.br

 
Ana Cristina Fischer é advogada e diagnosticou câncer de mama ductal micropapilar invasivo aos 36 anos, após realizar alguns tratamentos para fertilidade. Seu tratamento incluiu cirurgia, quimioterapia, radioterapia e atualmente submete-se a hormônioterapia e acompanhamento médico trimestral. Conseguiu erradicar a doença,graças ao diagnóstico precoce. Foi muito bem recebida pela Casa da Mulher (Arte de Viver Bem), instituto com o qual mantem contato até hoje. Para mais informações, deixe seu post ou contate: anafischer.delloso@hotmail.com

 

 
 

 

 

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Consumo consciente

Diariamente somos bombardeados com mensagens, imagens de looks do dia de blogueiras e anúncios que nos estimulam a comprar sem sequer pensar se realmente precisamos daquilo ou se é adequado para gente, pois simplesmente desejamos aquilo que vemos.

A experiência da compra pode e deve ser prazerosa, mas quando é feita de forma impulsiva e não pensada, a satisfação da conquista vai logo embora e no final sobram as sacolas jogadas no fundo do armário e a culpa pelo dinheiro mal gasto.

Acreditamos no consumo consciente através do autoconhecimento e informação, onde consumimos menos e de maneira mais inteligente. Consumir com consciência não significa não comprar, e sim utilizar essas ferramentas para avaliar quanto vale o que a gente leva para casa, quanto vai durar, quanto a gente vai usar… então a gente escolhe o essencial, e escolhe menos e melhor.

Para não cairmos na tentação da compra por impulso, é essencial saber o que temos no armário, redescobrir peças que não são usadas há algum tempo e versatilizar as peças preferidas com novas coordenações. Quando temos as informações corretas, reduzimos o desperdício e também o erro no momento da compra.

A roupa é ferramenta de comunicação, e quando escolhemos o que representa quem somos e principalmente nos reconhecemos quando nos vemos no espelho, aí sim a satisfação é permanente.


Luciana Lasalvia  - Consultora de Imagem Pessoal e Estilo - Estilo 360 Graus

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Genuinamente Belo



No momento que recebi o convite para participar do blog “Beleza à sua moda” me questionei sobre o que iria escrever. Como poderia eu, que raramente vou ao cabelereiro, que tenho arrepios só de pensar em entrar num shopping e que passo longe de todas as revistas de moda e estilo, escrever sobre beleza? Meditando sobre o tema, refleti que, mesmo sem participar da maioria dos gostos femininos: batons, sapatos, maquiagens ou cuidados estéticos, eu aprecio o belo. O sentimento diante de algo belo, o prazer gerado pela perfeição harmônica de tudo que é estético, me fazem bem. Assim, fui procurar o que é belo e estético na filosofia. Neste artigo falarei brevemente sobre isso. É inspirador!
Estética é uma palavra com origem no termo grego aisthetiké, que significa “aquele que nota, que percebe”. Pode-se dizer que estética é a ciência do belo, estudando o sentimento que o belo desperta dentro de cada um de nós.
Kant, filósofo conhecido por seu conceito de juízo estético, relaciona a estética ao prazer. Tudo aquilo que gera prazer dessinteressado pode ser considerado belo. A beleza não está conectada à utilidade, propósito ou funcionalidade de um objeto, mas ao prazer que ele gera. Sendo que quando se refere ao prazer deve-se levar em consideração que isso é subjetivo. Cada ser tem uma forma de ver e sentir os objetos que os cercam, consequentemente pode-se contar com diversos sentidos de beleza. Não há conceitos embutidos no que é belo. Assim pode rasgar as revistas que determinam o que é bonito para cada época do ano. A beleza ultrapassa os conceitos e interesses, vai além da utilidade e perfeição. O belo existe como fim em si mesmo.    

A satisfação só é estética quando é gratuita e desligada de qualquer fim subjetivo (interesse) ou objetivo (conceito). Quando uma pessoa deita-se na grama, numa noite de lua minguante, e admira as estrelas, contemplando a grandiosidade do céu e o prazer que isso lhe causa, isso pode ser considerado uma satisfação estética. Quando um astrônomo deita-se na grama, na mesma noite, e procura as constelações estudadas para o teste que irá ser realizado amanhã, isso é chamado de negação do valor estético, já que não há contemplação e sim uma busca por conceitos estudados e por um propósito futuro. O mesmo ocorre em outros momentos da vida, numa galeria de arte, num desfile de moda, num passeio no parque, enquanto houver prazer em si mesmo, vivencia-se por completo a satisfação estética, por outro lado, enquanto houver interesse ou racionalidade envolvida distancia-se da satisfação estética.

Em outras palavras, o belo só pode ser admirado quando não houver julgamentos ou interesses do ego. O prazer do simples sentir, ver, contemplar e ser um com aquilo que se observa.

Pode ser uma boa experiência buscar a beleza desinteressada dos objetos, provavelmente vão perceber, assim como eu mesma percebi, o quanto de interesse existe embutido nos julgamentos e críticas sobre o que é belo ou não.
Vale um minutinho de análise, não acham?  


 

Marie Bize | MarieBize.com.br - psicóloga
Marie Bize é psicóloga clínica de adultos e casais, especializada em psicoterapia corporal Reichiana e tecnicas de meditação.
www.mariebize.com.br