terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Câncer de Mama: Desmistificando o tabu através da informação

 
Assunto super atual e da mais alta importância para todas as mulheres, o câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, independentemente do nível de desenvolvimento do país.

Trata-se da maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo, com cerca de 520 mil mortes estimadas por ano. É a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, atrás somente do câncer de pulmão, e a maior causa de morte por câncer nos países em desenvolvimento. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima para 2015, que sejam diagnosticados 57.120 novos casos de câncer de mama no Brasil com um risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres.

Mas quais são as razões que estão por trás de um aumento tão expressivo do número de casos de câncer de mama nos últimos anos?

As motivações para o surgimento do câncer de mama ainda estão sendo analisadas e não existem estudos conclusivos, mas além do fator genético (cujo impacto é severo não apenas no surgimento deste tipo de câncer), algo que nos chama a atenção é o estilo de vida que as mulheres estão adotando na última década pode ser um fator quase que crucial no incremento desta estatística.

Fatores como a alimentação (cada vez mais contaminada por agentes estranhos, como agrotóxicos, transgênicos, etc.), o stress diário e a ingestão de hormônios (seja por meio da pílula anticoncepcional, no consumo de frango, sabidamente uma verdadeira “bomba” hormonal e até mesmo na aplicação de hormônios para tratamentos de fertilidade), parecem estar diretamente relacionados ao elevado número de casos de câncer de mama detectados nos últimos tempos.

Ainda hoje, a maior arma das mulheres na luta contra esse silencioso inimigo é a prevenção, através do autoexame, já que o câncer de mama (assim como os demais tipos de câncer) é uma doença silenciosa, que raramente apresenta sintomas perceptíveis.

 Mas e quando o pior nos acomete? E quando descobre-se que sim, você se tornou mais uma vítima do assombroso aumento de casos de câncer de mama? A primeira coisa que preciso te dizer é CALMA! A sensação é de que sua vida foi pausada, de que tudo está perdido ... mas isso é apenas o primeiro impacto.

Em primeiro lugar, é muito importante saber que o câncer de mama é proporcionalmente o que mais cresce, mas também aquele que apresenta as maiores chances de cura. Tudo depende do momento em que o diagnóstico é realizado.

Não existe um tratamento padrão, pois tudo vai depender do tipo de câncer detectado: carcinoma in situ(considerado não invasivo), ductal (mais comum), lobular, inflamatório (mais raro), dentre muitos outros, mas via de regra, a cirurgia, acompanhada de tratamento quimioterápico e/ou radioterápico, seguidos de hormônioterapia (normalmente de 5 a 10 anos, medicamento ministrado via oral e não causa efeitos colaterais) são os métodos mais eficazes para cura.

E como eu, que não sou médica, sei de tudo isso? Por experiência epidérmica!

Sim, a quimioterapia faz o cabelo cair, a radioterapia causa queimaduras e a cirurgia é bastante dolorida. Mas tudo isso é passageiro e depois de um tempo, o corpo humano se recupera totalmente. Aliás, o nosso corpo é realmente uma máquina perfeita, que apenas se defende contra as agressões externas e internas.

Além disso, o fator psicológico é fundamental: acreditar na sua cura, junto com muito carinho e apoio dos familiares e amigos próximos podem ser fatores decisivos na luta contra o câncer de mama.

Por isso, por favor, não negligenciem a visita anual a um mastologista, independentemente de sua idade (esse é o nome do profissional da área médica que cuida dos seios). Hoje em dia, não existe mais idade “certa” para prevenção.
 

Para mais informações consultem:
www.oncoguia.org.br
www.artedeviverbem.org.br

 
Ana Cristina Fischer é advogada e diagnosticou câncer de mama ductal micropapilar invasivo aos 36 anos, após realizar alguns tratamentos para fertilidade. Seu tratamento incluiu cirurgia, quimioterapia, radioterapia e atualmente submete-se a hormônioterapia e acompanhamento médico trimestral. Conseguiu erradicar a doença,graças ao diagnóstico precoce. Foi muito bem recebida pela Casa da Mulher (Arte de Viver Bem), instituto com o qual mantem contato até hoje. Para mais informações, deixe seu post ou contate: anafischer.delloso@hotmail.com

 

 
 

 

 

 

2 comentários:

  1. Ana, muita corajosa de relatar tua história. Você é um exemplo de força e determinação. Obrigada! Bj

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marie, obrigada pelo elogio! Mas essa vitória não é só minha - é de todos aqueles que me apoiaram e acreditaram que eu sairia vitoriosa dessa batalha. Obrigada a você também, pelo amor, carinho e apoio de sempre. bjs

      Excluir